Iniciativa Formação para Empresários

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Missão cumprida na Iniciativa Formação para Empresários

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(Legenda: Momento da intervenção do vice-presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida)

A fase-piloto da Iniciativa Formação para Empresários (Iniciativa Formação para Empresários) chegou ao fim com um balanço francamente positivo. De tal forma que Rui Fiolhais, o gestor do POPH, destaca as mais-valias do projeto para as empresas e aconselha os empresários que dele beneficiaram a investir em formação.

No 1º Encontro de Empresários – Formação para o Sucesso, realizado a 7 de Dezembro, na Exponor, em jeito de balanço da edição-piloto do projeto, Rui Fiolhais lembrou aos mais de 200 empresários presentes que “quando lhes «vendi este peixe» disse-lhes que era um bom negócio. E acho que todos os que participaram podem hoje dizer que fizeram um bom negócio!”. Durante o encontro, que teve por tema “Formação de Empresários, Competitividade e Internacionalização”, Rui Fiolhais usou o tom entusiasta que lhe é caraterístico para apontar a perspetiva positiva da atual crise, no que encerra de desafio à criatividade empresarial, e falar da “vontade inquebrantável para enfrentar tempestades” como uma capacidade a desenvolver. A Iniciativa Formação para Empresários, com que a AEP promoveu a aquisição de conhecimentos de gestão para 1.396 empresários, foi elogiada e apresentada como exemplar pelo gestor do POPH (Programa Operacional Potencial Humano) que financia o programa.
Formação em liderança, domínio das técnicas de recursos humanos e utilização de novas e mais modernas ferramentas de gestão foram algumas das mais-valias resultantes da formação que o gestor do POPH sublinhou, apontando também a “oportunidade de ‘sair fora da caixa’” e estabelecer relações de networking.

“Ramsay’s Kitchen Nightmares” e Pedro Matos Chaves

Um dos muitos exemplos curiosos que usou foi o do protagonista de um programa televisivo dedicado à mudança na gestão de restaurantes, Gordon Ramsay, que opera transformações em casos que pareciam perdidos. “É a prova de que se conseguem muito bons resultados sem mudar o treinador”, comentou Fiolhais com humor, para estabelecer o paralelo com a Iniciativa Formação para Empresários e as grandes transformações resultantes para as empresas.
O ex-automobilista Pedro Matos Chaves, que participou na Iniciativa Formação para Empresários e se tornou gestor da empresa da família, foi um dos inevitáveis emblemas agitados pelo gestor do POPH para estimular os empresários a “nunca queimarem as botas da formação”, aqui por oposição ao que fazem os peregrinos após terminarem a caminhada em Santiago de Compostela.

Satisfação dos Empresários é da ordem dos 90%

Mas se a intervenção de Rui Fiolhais foi viva e rica em alegorias, não deixou de ser também muito objetiva no tocante à Iniciativa Formação para Empresários que, através da AEP e de outros organismos, chegou a 7.200 empresas e cerca de 4.000 empresários, num investimento de 100 milhões de euros nesta edição-piloto.
Fiquei muito satisfeito quando a AEP me disse que quase 97% dos participantes recomendariam a Iniciativa Formação para Empresários a outros empresários”, admitiu ainda o gestor do POPH.
Idêntico sentimento de “satisfação e missão cumprida” manifestou o vice-presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida, que lembrou ter a Iniciativa Formação para Empresários nascido por iniciativa da associação de que é responsável, como corolário da experiência acumulada com o bem sucedido programa de Formação PME.
Paulo Nunes de Almeida falou da metodologia aplicada e da qualidade dos formadores/consultores, mas sublinhou que “não sou eu que digo; são os participantes que o afirmam no inquérito realizado pela AEP”.
Com 89% dos participantes a apontarem a aquisição efetiva de competências como uma das grandes mais-valias, entre outros indicadores, o vice-presidente da AEP concluiu que “a IFE adequa-se às necessidades intrínsecas do tecido empresarial e também às tendências de mudança”.
Em seguida, dando testemunho da experiência vivida na primeira pessoa, três empresários de diferentes setores corroboraram na avaliação positiva do projeto IFE. Foram eles Domingos Ferreira, da empresa de calçado Centenário, de Cucujães (Oliveira de Azeméis); Domingos Leite de Castro, da fábrica de tecidos Flexitex, de S. João da Madeira; e Alexandre Pinto, da iClio, empresa de Coimbra especializada na produção de conteúdos para novos média.

Crise? Pensem na Estrutura do Capital e na Formação dos Futuros Líderes

Durante o encontro, houve também lugar à intervenção do professor universitário Manuel Avelino de Jesus. Economista e especialista em internacionalização, defendeu várias teses que assume serem polémicas, a propósito da dimensão e abertura da nossa economia e das condicionantes da produtividade e da competitividade.
Avelino de Jesus deixou vários ensinamentos e conselhos úteis, referindo estudos que vêm sendo feitos a nível internacional para alertar sobre fatores que influenciam o dia-a-dia e o futuro das PME.
A estrutura do capital, nomeadamente o rácio capital/trabalho (capital afeto a cada trabalhador numa empresa), foi uma das importantes bases da produtividade e um dos elementos que o professor aconselhou a serem tidos em conta na conceção de programas de formação para empresários.
Outro ponto destacado por Avelino de Jesus foi o estudo de várias décadas sobre os efeitos da formação de empresários em tempo de crise ou em tempo de “boom”. E a conclusão é a de que os jovens futuros líderes em início de carreira terão “tendência para ser mais conservadores e ter mais aversão ao risco e, portanto, a investir menos” do que os que são formados em épocas de crescimento económico.
Ora, segundo o docente, “a diminuição do investimento é um problema central para Portugal na atual situação” e deveria ser mais considerado.